
A um mês atrás eu fotografei o Espetáculo de rua "Sacra Folia" da "Cia de Teatro Acidental" de Campinas/São Paulo. Foram duas apresentações que me fizeram refletir as variáveis maneiras de interação com o público que o teatro pode ter. Uma peça de rua não só permite uma anulação da quarta parede como permite um alcance de um público diverso e disponível. Na rua o cubo do teatro pode ser invadido por um pedestre desatento, por uma criança curiosa, um cachorro perdido. A não estrutura (das paredes, coxias, etc) faz com que o público possa agir normalmente, conversando durante a peça, deixando o celular ligado, dando palpites sobre o andamento da cena, assumindo o lugar do ator. Que bom! Ao longe escuto, "Ei fulado, vem pra ka que eu estou assistindo uma peça muito legal bem aqui no meio da praça". No final a menina diz, "Mãe, mas ela é o Diabo? Ela é sempre malvada?" É a possibilidade que o teatro tem de intervenção. O grupo chega desapercebido e em meia hora monta sua estrutura, faz a maquiagem e chama os passantes para celebrar um momento de fuga, de arte. 

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